Cinema Scape Especial: 05 Quadrinhos de Silêncio em Homenagem a Sidney Lumett

Um dos maiores diretores de cinema americano faleceu este ano de 2011: Sidney Lumet. Até falei por aqui sobre este triste fato. Daí, fiz uma tirinha para o Cinema Scape que foi entregue a co-autora da tira, dona Érica Lima, que por motivos de muito trampo, não pode realizá-la. Foi assim que surgiu o convite ao nosso amigo Paulo Alexandre, conhecido como Loop.

Ele arrebenta, confiram o resultado final. O título da tira é Cinco quadrinhos de Silêncio e mostra um olhar sobre a carreira deste grande diretor que rodou filmes como “Um Dia de Cão”, “Rede de Intrigas” e “Antes que o Diabo Saiba que você está morto”. E que nunca recebeu um Oscar, em competição. Espero que gostem.

Texto por Rodrigo Castro

Publicado originalmente em A Sétima e todas as artes

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Re-filmar ou Reinventar? Eis o novo cinemão? “Bravura Indômita ”

Logo nessa primeira linha vou dizer: “Bravura Indômita” é o melhor filme dos Irmãos Coen. Deixando para trás filmes sensacionais de sua cinegrafia, como “Fargo”, “O Grande Lewboski” e “Onde os Fracos Não Têm Vez”.

Mas como “Bravura Indômita” conseguiu superar uma das comédias mais “negras” de todos os tempos (“Fargo”)? Passou por cima de um ícone do cinema moderno (o Dude de “O Grande Lewboski”)? E transportou os irmãos um passo adiante na escola de cinema que eles enveredaram estilisticamente há pouco tempo (“Onde os Fracos Não Têm Vez”)?

Resposta: indo na fonte. E a fonte não é se utilizar de um estilo de se fazer cinema como o que foi feito pelos mestres John Ford (de “Rastros de Ódio”, 1956) e Sam Peckinpah (de “Meu Ódio Será Sua Herança”, 1969), em certos momentos eles até o fazem. Mas isso não é o filme, o filme está em esperar por quase dois minutos a chegada de um personagem e quando o mesmo se revela está vestido com uma carcaça de um urso. Este é o toque especial dos Coen.

Mas aqui fica outra consideração, antes de falarmos do filme em si: um dos maiores méritos dos Coen é que eles seguem o roteiro. No caso de “Bravura”, eles seguiram a risca o maravilhoso texto de Charles Portis. E isso não é um demérito.

Faço um adendo a minha afirmação acima. Quando li “O Senhor dos Anéis, a sociedade do anel” e em seguida vi o filme de Peter Jackson, senti o mesmo que sinto, agora, ao ler o livro/romance de Portis: um roteiro/livro não é pra ser seguido do início ao fim, mas se alguém se dedicou a escrever aquilo, porque não dar a devida importância?

Outro adendo: um roteiro/história, não é tudo para um cineasta, mas como o próprio nome o diz, é um roteiro, deve como principal função, influenciar suas criações em cena. Traduzindo: é impossível um diretor, por melhor que ele seja, dizer que aquela solução inventiva que “não estava no roteiro” realmente foi realizada por sua só sapiência. Afinal, se eu conto uma história para você e você a imagina contá-la de outra forma, minha primeira intenção, de influenciá-lo a pensar naquele contexto, já foi realizada.

O que quero dizer é: é demérito falar que a história foi seguida em tela, como foi escrita em argumento? Não. Isso deprecia as qualidades artísticas de um diretor? Óbvio que não. Afinal, qual é a primeira coisa que o faz contar aquela história em tela maior? O roteiro, a história.

Essa característica, a de somar respeitando a influência do roteiro é algo que dignifica ainda mais a história contada pelos Coen nesse faroeste imperdível, em que: uma garota de catorze anos decide ir atrás do homem que matou seu pai. Nem que pra isso, ela contrate um agente beberrão ou conte com a ajuda de um ranger que está de olho na recompensa estipulada por outras cidades por onde o tal assassino já passou.

O filme passa rápido. Os bons momentos são tantos que seria necessário mais um artigo para colocá-los aqui. E assim como a direção de arte que prima por não complicar o ambiente com referências, a fotografia apurada de Roger Deakins (o mesmo de “Um Sonho de Liberdade”, “Uma Mente Brilhante”, “A Vila”, “Soldado Anônimo” e “O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”), em seu 11º trabalho ao lado dos Coen, é um capricho a mais que transforma este “Bravura Indômita” em um clássico moderno.

Duas considerações a mais: a atuação de Jeff Bridges (que não sofreu a maldição do Oscar em fazer um filme ruim após receber o prêmio, apesar de “Tron, o Legado”)e da novata, em cinema, Hailee Steinfeld, são dignas de nota e prêmios. Infelizmente para ambos, houve uma compensação no Oscar, que ignorou um trabalho anterior de Colin Firth em “Medo de Amar” e outro bom trabalho de Melisa Leo, em “Rio Congelado”. Os recompensando neste ano, em que estavam abaixo dessas duas belíssimas interpretações deste faroeste.

Filme para se ter na estante de clássicos modernos. E porquê não, ao lado do primeiro “Bravura Indômita”. Nota 9,0.

Ah, caso você queira dar uma conferida no roteiro adaptado, pelos Coen, de “Bravura Indômita”, confira no Cinema em cena , lá está o deste e de todos os filmes que foram indicados ao Oscar deste ano.

Texto por Rodrigo Castro

Publicado originalmente em A Sétima e todas as artes

Os 20 melhores filmes de 2010

Deu trabalho, mas foi, como sempre, prazeroso. Rever a lista que faço de filmes assistidos em um ano – cerca de 175 filmes em 2010 – fez-me lembrar de momentos importantes, bons, tristes e marcantes deste último ano.

Vamos ao que interessa? Eis a lista, divirta-se!

20 – Vício Frenético – de Werner Herzog

Faz tempo que Nicholas Cage se tornou uma anedota. Faz tempo que o diretor Werner Herzog busca se aproximar do público em geral e se reafirmar como um grande realizador. A grande sacada do alemão foi chamar Cage para esta regravação de um filme transoloucado e muito bom do dirtetor Abel Ferrara. Trama coesa, momentos gravados em handcam, trilha estourada e de fundo a reconstrução de New Orleans, recém destruída pelo Katrina. Uma das surpresas do ano.

19 – O Livro de Eli – de Albert e Allen Hughes

Momento redenção: os caras que estragaram uma das melhores obras dos quadrinhos modernos – “Do Inferno”, de Alan Moore – conseguem reverter o caminho de suas carreiras com este filme que mistura faroeste com samurai, abusa de uma fotografia saturada e de um som impressionante, tem Denzel Washington se divertindo a beça e ainda premia o público com um final original. Parece tudo, menos cinema americano.

18 – Direito de Amar – de Tom Ford

Quem diria que um estilista poderia fazer um filme? Quem diria que este estilista, Tom Ford, tornaria-se não somente um diretor, mas um diretor autor – ele produziu, roterizou e dirigiu o filme? Pois “Direito de amar” é uma estréia absolutamente perfeita de Ford e traz uma história que passa longe dos cacoetes já mostrados em filmes que falam sobre homossexuais. É daqueles filmes simples, mas que deixam boas lembranças.

17 – Como Treinar o Seu Dragão – de Dan Deblois e Chris Sanders

Em um ano com um filme da Pixar – “Toy Story 3” – e outro do mestre Myiazaki – “Ponyo” – algo inesperado: “Como Treinar o Seu Dragão” é a melhor animação que vi em 2010. Os motivos são: ótimo roteiro, uma animação sem grandes rompantes artísticos, porém bem feita e um grande número de personagens inesquecíveis. Tudo isso envolto como um filme de aventura para a criançada como os bons e hoje clássicos “Goonies” e “De Volta Para O Futuro”. Pena que o perdi em 3D nos cinemas.

16 – Mother, A Busca Pela Verdade – de Joon-ho Bong

Ele tem apenas 41 anos. Fez somente 04 filmes. Tem um neoclássico em seu curículo – “O Hospedeiro” – um bom policial – “Memórias de um Assassino” – e um futuro imenso pela frente. Joon-ho Bong fez mais em “Mother”: emocionou, dramatizou, fez rir e conseguiu arrancar excelentes atuações de seu elenco. “Mother” mostra até que ponto uma mãe pode ir pelo seu filho e esse caminho não é fácil.

15 – Guerra ao Terror – de Kathryn Bigelow

Com dois bons filmes de ação realizados na década de 90 – “Caçadores de Emoção” e “Strange Days” – a diretora Kathryn Bigelow volta a velha forma ao realizar um filme diferente sobre a Guerra que os EUA travam contra os “terroristas” espalhados pelo Oriente Médio. Há mais mérito no trabalho feito pela diretora e no jeito de contar essa história do que pelo filme e suas possibilidades em si.

14 – Enterrado Vivo – de Rodrigo Cortés

Um enredo simples: um cara enterrado vivo. 1h e 30 minutos de total desespero, dele e de quem assiste ao filme. O risco corrido pelo Diretor Espanhol Rodrigo e o roteirista Americano Chris Sparling – segundo trabalho de ambos no cinema – foi grande, mas com um final como que foi escrito e encenado, como errar? Uma das maiores surpresas do ano, um filme impactante.

13 – A Ilha do Medo – de Martin Scorsese

O maior mérito de Scorsese e Eastwood, em minha opinião, é: sai ano, entra ano, eles lançam um filme, que sempre é muito melhor do que muitos outros que passam semanalmente no cinema. Aqui não é diferente, misturando elementos de filmes de terror/suspense/noir o mestre dos filmes policiais dos últimos anos entrega uma obra complexa que se perpetúa em mais uma excelente atuação de Leonardo DiCaprio.

12 – A Estrada – de John Hillcoat

Filmar o fim do mundo não é novidade. Mostrar a busca pelo que ocorreu, como foi e para onde a humanidade vai depois do desastre é uma estrada que o diretor australiano John Hillcoat deixou de lado e preferiu seguir por um caminho mais dramático, porém, mais humano. Um dos filmes mais bonitos do ano. Merece ser descoberto.

11 – Lunar – de Duncan Jones

O que mais dizer sobre o espaço além do que já foi dito? Que referências não explorar além das que já foram sugadas ao extremo? Como fazer um filme de ficção científica com um orçamento pífio? Duncan Jones, nas horas vagas o filho de David Bowie, responde a todas essas questões em um filme complexo, com uma das melhores atuações do ano – Sam Rockwell – em pouco mais de 1h30 de pura ficção científica. Olho em Jones e pode anotar: este é um filme para se tornar cult.

10 – Onde Vivem os Monstros – de Spike Jonze

Skatista. Fotógrafo. Diretor de vídeo clipes – do melhor de todos os tempos, “Saboatege” dos Beastie Boys – roteirista por opção, ator por diversão (como em “Três Reis”) e namorador de celebridades. Mas acima de tudo: um cara que sabe agarrar uma boa oportunidade. Este é Spike Jonze, que fez um dos filmes mais sensíveis de 2010. Para isso ele contou com uma história pequeníssima, porém bela; um ator mirim fantástico; e uma equipe que deu vida a cenários impressionantes e monstros terrivelmente amorosos. Este é o novo passo na carreira. Promete.

09 – O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus – de Terry Gilliam

Com 70 anos de idade, o veterano diretor americano Terry Gilliam tem somente 11 filmes realizados. Boa parte deles com o grupo de comediantes do Monty Python. Neste, o terceiro nos anos 2000, ele põe em tela todos os maiores elementos já presentes em sua carreira. A diferença está nos novos efeitos que podem ser alcançados nestes tempos de computação gráfica. “O Mundo Imaginário” se tornou o último filme de Heathe Ledger, mas é muito mais que isso. É um dos filmes mais artísticos do ano. Recomendo-o em Blu-Ray, chega a ser embasbacante.

08 – Invictus – de Clint Eastwood

Já falei de Martin Scorsese. Até já falei de Clint. Mas é impossível fazer uma lista de melhores filmes deste ano 2010 e não citar o emocionante e perefeitamente dramático “Invictus”. Arrisco-me a dizer que este é o melhor filme sobre esporte já feito. Assim como arrisco-me a afirmar que está é a melhor interpretação de Morgan Freeman. Uma homenagem a um dos homens mais importantes no nosso século (Nelson Mandela), feita por outro dos mais importantes do atual cinema mundial (Eastwood). Obrigatório.

07 – Atração Perigosa – de Ben Affleck

Ele já foi indicado e saiu vencedor do Oscar – pelo roteiro de “Gênio Indomável”. Foi o “muso” de Kevin Smith no cinema independente americano. Ficou conhecido uma época como o namorado da Jennifer Lopez. Mas hoje ele deve sorrir em algum lugar ao saber que as pessoas já assistiram a dois de seus filmes e os acharam muito bons. Este “Atração Perigosa” é tudo o que se pede de um filme policial, principalmente de um filme de assalto: ação na medida certa, atores com sede de mostrar seus talentos; e uma história com guinadas eficientes. É o novo “Caçadores de Emoção”, com mais a oferecer.

06 – Tropa de Elite 2 – de José Padilha

Um erro. “Tropa de Elite” foi um erro. Essa continuação é um pedido de desculpas. E é bem aceito pore este escriba. Tudo de errado que o diretor José Padilha cometeu em seu policial facistóide é desfeito com cinema de primeira categoria, como ele já o tinha feito no documentário “Ônibus 174”. A coisa mais importante do filme não é o acerto de contas com o que é certo, mas sim mostrar o que há por detrás de um pensamento unilateral – algo que parece prolíferar na internet. Mostrando que os maiores culpados do sistema existir não são os políticos, os filhinhos de papai, ou a corrupção na polícia, como muitos ainda não entenderam, somos nós, eu, você e muitos outros que aceitamos certas coisas como normais.

05 – Scott Pillgrim Contra o Mundo – de Edgar Wright

Agora ainda não. Mas daqui uns dois ou três anos, vários que não tiveram a oportunidade de ver Scott Pilgrim o colocarão em um patamar maior do que neste momento em que eles veem que o filme ocupa aqui a quinta colocação. Mas falo do agora e agora não há melhor adaptação de quadrinhos, quando o assunto é diversão que “Scott”. Fracasso de público? Bobagem. Falta de empresas para distribuir? Calma, todos os Cults começaram assim. É uma lição de como se adaptar uma obra estática em outra em movimento, respeitando seu contexto e seu texto.

04 – O Segredo de Seus Olhos – de Juan José Campanella

É inegável: os argentinos fizeram um maravilhoso filme. Clássico no seu estilo de contar. Belo no contexto do amor que não se concretiza. Engraçado pelos personagens que o compõem. Emocionante em momentos singelos, com imensos detalhes e com frases marcantes. E genial em um plano sequência que está ao lado de outros maravilhosos do cinema moderno – como em “Desejo e Reparação” e “Filhos da Esperança”. Campanella (o mesmo diretor de “O Filho da Noiva” e “Clube da Lua”) merece: é um “cucaracha” que venceu preconceitos em solo americano (fez séries como “House”, “Law & Order” e “30 Rock”) e entrega uma excelente adaptação de um grande livro argentino. Parabéns hermanos.

03 – A Origem – de Christopher Nolan

Eu me lembro quando Clint Eastwood era chamado de carrancudo. De quando Alfred Hitchcock era o gorducho, Chaplin era o judeu, Allen o baixinho e Scorsese o o sombrançelhas grossas. Será que Nolan é o “boca mole” ou o “calvo de um lado”? Explico: há no mundo dos apreciadores do cinema, uma perseguição a quem faz bons trabalhos e ganham a aclamação do público sem precisar se afirmar inteligente em entrevistas. Há um ranço, bobo, de quem gosta de cinema em perseguir pessoas que fazem cinema bom do jeito que o cinema foi criado: popular. Esse problema atingiu a vida desses que eu falei acima e que hoje são considerados pelos mesmos detratores como gênios, ícones e blá-blá-blá. A hora de Nolan vai chegar, não é com este excelente “A Origem”. Mas vai chegar.

02 – A Rede Social – de David Fincher

Não se engane. Não se deixe levar. A maioria dos blogs que hoje endeusam o trabalho de Fincher frente a “A Rede Social” é escrito pelas mesmas pessoas que dia desses o chamavam de mero fazedor de clipes e comerciais – mesmo erro cometido com Fernando Meirelles. Eles também diziam que Fincher fazia filmes escuros e subverssivos, vivia de picotar seus planos e o mais importante: eles são os mesmos que riram – apesar de hoje não admitirem – ao saberem que ele faria “um filme sobre o Facebook”. Este é o melhor trabalho de David Fincher, um cara que fez três dos melhores filmes da década de 90 – “Se7en”, “Vidas em Jogo” e “Clube da Luta” – e que despreza a pencha que adoram jogar em cima dos novos “gênios” do cinema – de diretor autoral – pra longe, como ele mesmo afirmou em seu discurso no “Globo de Ouro”. É o melhor filme do ano? Não, por muito pouco.

01 – Sede de Sangue – de Chan-wook Park

Há histórias que se perpetuam no imaginário popular. Bram Stoker fez a sua: um homem que se torna sugador de sangue ao romper com suas crenças, em Drácula. Mas como recontar mais uma vez o que já foi dito infinitamente pelo cinema? Como ousar onde outros já o fizeram? E principalmente: como se utilizar de recursos de imagem que pareçam originais e inéditos? Chan-wook Park, o melhor diretor de cinema da Coreia do Sul nos diz como. A história respeita o clássico: um padre serve de cobaia para o teste de uma possível vacina para um vírus mortal. Ele quase morre, mas volta a vida com sede de sangue. Há tantas coisas para se falar deste grande filme, que seria injusto da minha parte comentá-las. Pois todas envolvem o inesperado. Daqueles filmes que transformam alguns minutos da sua vida em momentos inesquecíveis. Este é o melhor filme que vi em 2010.

Por Rodrigo Castro

Publicado originalmente em A Sétima e todas as artes

Oscar Wilde e Coisa juntos? Um site fantástico!

A relação  quadrinhos e literatura tem ser tornado cada vez mais estreita. Algumas obras clássicas da literatura foram até adaptadas para os quadrinhos como por exemplo  Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust e A Metamorfose, de Franz Kafka.  Mas nem sempre essa relação precisa ganhar a forma de um livro e a prova disso é o site Hey Oscar Wilde It`s Clobberin’ Time!!!.

Com um nome tão legal como esse, a gente só pode esperar coisa boa. A página existe desde 1998 e reúne ilustrações de artistas  que retratam seus personagens e autores preferidos da literatura.A maioria das ilustrações são assinadas por quadrinistas , entre eles um dos vencedores do prëmio Eisner, o canadense Darwyn Cooke. Tem estilo pra todos os gostos e cada desenho vale seu clique !

Truman Capote e Holly Golyghtly, por Eric Canete

 

Os 20 melhores filmes da década 00 – 2000 a 2009- Por Rod Castro

Agora os dez mais desta última década!

10 – Vermelho Como o Céu (2006)

Explicar o cinema é algo que a própria mídia tenta há anos. No cinema italiano essa possibilidade é um pouco mais freqüente do que nos demais cinemas mundiais. A diferença passa pela emoção, como o clássico “Cinema Paradiso” já o fez.

Em “Vermelho como o Céu” não é diferente. Uma das maiores homenagens ao som do cinema: garotos cegos de uma escola repressiva acabam se realizando através da experiência que somente o cinema pode dispensar.

Uma homenagem a inocência, a irmandade, as verdadeiras amizades e no querer fazer diferente. Prepare o lenço e não tenha vergonha, afinal, cinema é emoção.

09 – O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003)

Em 2002 “Matrix Reloaded” e “Matrix Revolutions” chegou aos cinemas com crédito e fãs de sobra. O último filme decepcionou, frustrou milhões de fãs que acreditavam poder assistir algo tão poderoso quanto foi a trilogia de “O Poderoso Chefão”.

Esta possibilidade ficou para o ano seguinte, quando Peter Jackson levou para os cinemas a sua versão da última parte de sua trilogia baseada na obra de J.R.tolkien. A plateia vibrava, os atores se divertiam e por mais de dois anos o mundo virou refém das estréias de final de ano, mas sem Frodo e seus companheiros de aventura da Terra Média. Feliz final cinematográfico para uma obra que tantas vezes foi chamada de impossível de ser adaptada para o cinema.

08 – O Grande Truque (2006)

“Amnésia”. “Insônia”, “Batman Beggins”. Uma adaptação de um conto. Outra de um filme sueco. E uma readaptação de um mito para os anos 2000. Nolan precisava de algo seu, mesmo que contasse com a ajuda do irmão/parceiro nas obras anteriores.

“O Grande Truque” é um desafio, tanto para o diretor quanto para os espectadores. São tantas nuances, tantos aspectos e possibilidades que é impossível assistir ao filme mais uma vez e não perceber algo novo.Traz a mente a mesma sensação de quando você assisti ao mesmo espetáculo de um mágico e vê o truque da noite de uma forma diferente, mas ainda espetacular como na primeira vez.

07 – O Lutador (2008)

Darren Aronofsky consegue vender mentira como realidade.

Ele traz algo de verdade em suas obras que faz com que as pessoas se sintam dentro da história contada, como se fosse um personagem e não um mero observador. Não é somente a técnica usada para fotografar seus filmes, tem isso, mas é muito mais.

É a vontade de contar algo único, de forma tocante, com personagens reais em histórias comuns, mas que se tornam impactantes pelo jeito com que ele narra imageticamente. Não há exageros em o “Lutador” um grande contraste com o personagem escolhido, um lutador de luta livre – que sempre ensaiam suas lutas.

Não há como deixar passar uma atuação como a de Rourke no papel de Randy. Não há como conter as lágrimas ao final do filme. Afinal, até os brutos choram.

06 – O Jardineiro Fiel (2005)

“X-Men 3”, a nova franquia de “James Bond” e mais um filme de imenso orçamento.

Três projetos oferecidos ao mesmo diretor, no caso, Fernando Meirelles. E o que ele faz? Escolhe a adaptação de um consagrado livro de um dos autores mais difíceis de lidar no mundo: “O Jardineiro Fiel, de John le Carrè”.

Denso, fiel ao argumento original, dono de atuações poderosas e repleto de viradas calculadamente realizadas. Não é a toa que Meirelles escolheu o projeto, as possibilidades oferecidas ao diretor e ao público eram irrecusáveis.

Mesmo depois de 05 anos, rever “O Jardineiro Fiel” é sofrer o seu duro impacto, mesmo com uma cena tão bonita como a dos meninos que correm atrás da câmera. Reflexivo e emocionante.

05 – Bastardos Inglórios (2009)

O único filme de Quentin presente na lista. Mas acredite: “Kill Bill Vol. II” por muito pouco não teve seu espaço aqui. A recompensa vem em forma de insanidade, já cometida nos dois volumes de kung-fu do queixada.

Ganha forma com personagens históricos retratados de forma exagerada em um roteiro peculiarmente realizado com total originalidade. Só faltava um personagem Tarantinesco falastrão e visivelmente perigoso, ele tem nome e se tornou uma lenda no cinema moderno, mais que Gollum, mais que o Agente Smith: Hans Landa, o caçador de judeus.

Como o diretor mesmo fala, através de seu personagem principal, em seu take-assinatura: está deve ser sua obra-prima.

04 – Os Filhos da Esperança (2006)

Depois de dois filmes nos EUA, o mexicano Alfonso Cuarón largou a América e voltou para sua terra. Ali rodou o excelente “E Sua Mãe Também”, concorreu a dois Oscars – roteiro e filme estrangeiro – e em seguida retornou triunfante ao mercado que o subestimou, com o terceiro capítulo da série Harry Potter – inebriando o universo infantil e colorido do pequeno mágico, em “O Prisioneiro de Azhaban”.

Pronto, ele podia fazer o que quisesse, até realizar uma obra dita inadaptável, a ficção cientifica apocalíptica, “Filhos da Esperança”. Na história, por alguma razão as mulheres não conseguem mais engravidar – será? – e o último ser humano mais novo do mundo acaba de ser assassinado.

A história começa daí, passa por três espetaculares planos-sequência e chega a um final emocionante e memorável. Talvez o filme mais subestimado da década, mas isso o dignifica para se tornar o que já é: cult.

03 – Cidade de Deus (2002)

Um japonês (“Os Sete Samurais”). Um italiano, com produção americana (“Três Homens em Conflito”). Um brasileiro, “Cidade De Deus”. Estes são os únicos “estrangeiros” presentes na lista dos 250 melhores filmes de todos os tempos segundo o IMDB – lista feita por avaliação do público na internet.

Se formos levar em consideração somente os filmes dos anos 2000, apenas “A Origem”, “O Cavaleiro das Trevas” e “O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei” fazem companhia ao filme de Meirelles. Em tempo em que o Rio de Janeiro finalmente combate o tráfico e vence nada como entender como a história de como tudo começou.

Modernamente clássico, ou você tem dúvidas de que uma frase como “Dadinho é o caralho, meu nome agora é Zé Pequeno, porra.” não tem a mesma expressão para a história do cinema que “Rosebud”?

02 – Batman, O Cavaleiro das Trevas (2008)

Este filme nada mais é do que uma experiência de Nolan. Ele misturou o novo com o classic e deu dois passos adiante, construindo um novo clássico do cinema, não só moderno, mas histórico.

Veja o elenco: Christian Bale, Gary Oldman, Heath Ledger, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhall e Michael Kane. Veja a montagem: construção elementar de um personagem perigoso que tem sua presença marcada por um som em construção (“Psicose?”).

Note o momento da virada brutal e confrontadora entre os dois personagens principais do filme, com direito a comparações ideológicas e possíveis traições de contexto (“O Poderoso Chefão 2”?) e antes do fim: perceba que um filme dramático fabuloso foi embalado como blockbuster serial para consumo regado a pipoca e refrigerante. Como se Nolan perguntasse aos críticos: “Porque tão sério?”.

01 – Sangue Negro (2009)

Se Nolan, agora a pouco, orquestrou a modernização do estilo trabalhado por Coppola em “Batman, O Cavaleiro das Trevas”, Paul Thomas Anderson mexeu em um vespeiro maior: “Cidadão Kane” de Orson Welles.

Sei que comparações estragam conceitos, mas é impossível ver a figura excêntrica de Daniel Plainview, o imperador do petróleo e não fazer nos lembrar de Foster Kane, o imperador da mídia.

A diferença passa pela condução magistral de Anderson, assim como pela atuação de seu ator principal, que era muito melhor que Welles, muito melhor mesmo: Daniel Day-Lewis em seu papel derradeiro e mais marcante do cinema – e olha que estamos falando de um ator que fez Christy Brown de “Meu Pé Esquerdo” e Bill O Açougueiro de “Gangues de Nova Iorque”.

Denso como petróleo e com a atuação mais inflamável dos anos 2000. O filme que não pode deixar de ser visto durante os próximos dez anos.

Por Rodrigo Castro

 

Publicado originalmente em A Sétima e Todas as Artes

Os 20 melhores filmes da década 00 – 2000 a 2009- Por Rod Castro

Dia desses, via Orkut, um grande conhecedor de cinema, meu velho amigo João – na opinião do escrevinhador aqui, o melhor vendedor de filmes de Manaus – provocou-me com a seguinte pergunta: e os melhores filmes dessa década zero-zero? Eu tinha que responder. Que trabalheira isso me deu, viu João? Mas valeu a pena para notar que os anos 2000 foram muito melhores do que algumas pessoas dizem não terem sido. Ficaram praticamente 35 filmes de fora da lista dos 20 melhores. Você leu? 35 bons filmes ficaram de fora. E isso só ocorreu porque as animações – em 2D ou 3D – ganharam uma lista a parte: “As Dez Melhores Animações dos anos 2000”, este post dá pra achar aqui no histórico do A Sétima.

Mas vamos ao que interessa, lembrando que os filmes que postei este ano, mas que eu deveria ter visto no ano passado, vão estar presente na próxima lista, na próxima década. Então nada de choramingar, ok?

20 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)

Romantismo. Arte. Uma personagem que remete a infância de quase todos os criativos. Um diretor destruído pela mídia após um fracasso. Este enredo é o que sublima tudo por trás do melhor filme francês dos anos 2000 – muitos vão lembrar também de “Cachè”, mas prefiro o amor que a crueza.

Amélie ficou no subconsciente de milhões de mulheres espalhadas pelo globo, assim como a dezena de personagens que a cercam. Filme para se ver juntos ou até mesmo sozinho, mas bem acompanhado.

19 – O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004)

Se ao final dos anos 2000 Charlie Kaufman havia deixado sua marca na indústria do entretenimento com um filme pensante (“Quero Ser John Malkovich”), os anos seguintes foram à confirmação de sua presença como autor dos roteiros mais originais do novo milênio.

Em menos de 05 anos ele produziu mais 04 roteiros interessantes. Sendo que o mais dinâmico, inspirador e porque não, o melhor deles, ganhou a companhia de um diretor simples (Michel Gondry) inteligente e que comandou atuações magistrais (Jim Carrey e Kate Winslet). “O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” é inclassificável como todos os filmes de Kaufman, mas ganha, com o passar dos anos, o ar de obra-prima.

18 – Boa Noite e Boa Sorte (2005)

Este pode ser o filme mais injustiçado da última década. Mas penso que George Clooney e todos os envolvidos já imaginavam isso. Seria impossível realizar um filme tão sério, com uma verve política tão forte e agradar a todos.

É o filme certo na hora certa – fazia pouco tempo que Michael Moore havia realizado um filme denúncia contra o sistema de informações falsas do Governo Bush – tem direção firme do naquela época não levado a sério Clooney (que também participou do roteiro) e tem em seu protagonista – uma excelente atuação de David Strathairn – a imagem do que é ser um verdadeiro jornalista. Merece ser redescoberto por muitos que não o viram.

17 – Corpo Fechado (2000)

M. Night Shyamalan um dia foi descrito por este redator como o novo Steven Spielberg dos anos 2000. Não foi a toa: seu primeiro filme de mistério (“O Sexto Sentido”) arrebentou com a bilheteria e levou a crítica a reverenciá-lo – assim como aconteceu com Spielberg em “Tubarão”.

Em seu segundo filme de destaque – Shyamalan fez outro filme menor ainda nos anos 90, além de “Sexto Sentido” – o diretor dá a sua fórmula de como fazer um filme de super-heróis: cria um enredo de mistério ao contar a vida do único sobrevivente de um desastre de trem; mostra como ele começa a se dar conta de que é alguém especial; cria dois personagens magníficos – o “sidekick” perfeito: o filho do herói, e o vilão mais que perfeito: o amigo adverso; transforma a cena de heroísmo em um sofrimento real; e faz de suas últimas cenas as mais criativas de toda a sua carreira, apesar das mesmas lembrarem o fim de seu primeiro grande sucesso. Se Shyamalan tivesse continuado assim, hoje seria o rei do cinema moderno.

16 – Homem Aranha 2 (2004)

Sam Raimi acertou em quase tudo no seu primeiro filme de super-herói: criou um personagem clássico, colocou em seu caminho um romance impossível e fez triunfá-lo no final. Mas espere, não estou falando de “Homem Aranha”, não, estou falando de “Darkman”. No primeiro filme do teioso ele na verdade fez um esboço do que poderia fazer, caso o público e o estúdio realmente lhe desse toda a liberdade para trabalhar.

Em “Homem Aranha 2” Raimi ultrapassa todas as expectativas e tece uma teia perfeita para prender todo e qualquer admirador de filmes de ação, ou fãs de quadrinhos: realizou uma das melhores cenas de suspense do cinema de aventura (o “nascimento” do DR. Octopus), transforma seu Peter Parker em um cara “cool” e deu vida a uma das melhores cenas de vilão contra herói de todos os tempos (a já famosa briga do metrô). Uma pena que ele errou a mão na terceira parte, mas com o Venom, o que se poderia esperar?

15 – 21 gramas (2003)

“Amores Brutos” de Iñarritú foi um choque para os cinéfilos e toda crítica: a modernidade aplicada a sua edição, a crueza com que os mais diversos seres humanos foram retratados, os temas atuais abordados sem distorção e um dos acidentes de carro mais poderosos da história do cinema moderno – assim como aquele que ocorre em “Adaptação” – foram alguns dos elementos que fizeram deste filme um marco nos anos 2000.

Pulo no tempo. O diretor mexicano entra na maior indústria de cinema. Em vez de se deixar levar pelas fórmulas de se contar um novo drama, impõe o seu jeito de contar a vida de: um homem prestes a morrer – uma das melhores atuações da carreira de Sean Penn – uma viúva que não sabe como reparar as suas perdas – Naomi Watts em sua melhor interpretação – e um preso arrependido que terá sua fé em xeque – a melhor atuação de Benício Del Toro.

É assim, com retalhos soltos, que são costurados pelo público, como se fosse um desafio emocional a ser travado com total atenção, que Iñarritu realizou a sua primeira-obra prima. O desafio dessa próxima década para o mexicano: realizar outro filme tão poderoso como este sem a parceria do seu roteirista Guillermo Arriaga.

14 – Réquiem por um Sonho (2000)

Reflexão. Está é a primeira reação de todo e qualquer espectador que se deparou a primeira vez com este filme. Segundos, talvez até minutos de silêncio sejam naturais após um dos finais mais chocantes dos anos 2000.

O poder de Réquiem está espalhado por tantos fatores que fica difícil de retratar somente um: o som é feito na medida, a edição é frenética no momento certo e lenta em momentos capitais, as atuações são perfeitas – aqui fica a lembrança de uma das maiores injustiças cometidas nos Oscars dos anos 2000: Ellen Burstyn mais que merecia este prêmio – e a história tem tantas camadas que é natural assistir novamente ao filme e notar algo novo.

Este foi o primeiro passo de Aronofsky rumo a sua obra-prima, que está mais a frente nesta lista. Ah, não dê bola para milhares de pessoas que falam que “Réquiem” é um filme deprimente e que não deve ser assistido várias vezes.

13 – Donnie Darko (2001)

Se os anos 90 possuem um personagem emblemático, ele se chama Tyler Durden. E nos anos 2000? Fácil resposta: Donnie. Um garoto que acorda em lugares inesperados, veste-se como uma caveira no dia do Halloween, viu uma turbina de avião cair sobre o seu quarto – apesar de nunca terem achado o avião – e misteriosamente costuma ver um coelho horrível em vários lugares.

Há tantos modos de se ver a trama de Donnie Darko que você ficaria abismado em notar como há sites e mais sites dedicados a mitologia, com teorias que deixariam os fãs de Lost perdidinhos. Se há um filme que deve ser visto dentre todos esses aqui listados pela experiência que pode propiciar, este é Donnie Darko.

12 – Deixa Ela Entrar (2009)

Na década de 80, tivemos a sensualidade e a desilusão do mito em “Fome de Viver”. Na de 90, a glorificação do clássico com “Drácula de Bram Stoker”. Nos anos 2000 nada de Crepúsculo. A verdadeira mitificação do eterno chupador de sangue veio de forma delicada e aterradora com o sueco “Deixa Ela Entrar”.

Como Hitchcock tantas vezes afirmou: a simplicidade assusta. E quando ela ganha contornos delicados como o rosto de crianças, se eterniza, assim como a lenda. Filme de orçamento mínimo e que não teve o devido reconhecimento nas mais importantes premiações, mas não é assim que se constroem os mitos?

11 – O Segredo de Brokeback Mountain (2005)

Depois de “O Tigre e o Dragão”. Depois de “Donnie Darko”. Um pouco antes de “O Cavaleiro das Trevas”. É com essa pencha, hoje, que “O Segredo de Brokeback Mountain” é lembrado.

Mas antes do filme ganhar as telas, ficou conhecido por “chocar” seus espectadores. Talvez este seja o filme mais corajoso dos anos 2000, também um dos mais delicados e com certeza seja o que encarou uma história de amor impossível, mas moderna. Não só pela sua temática, mas pelas atuações, excelente trilha e fotografia.

Mas tudo isso ocorre pelo comando firme, sem exageros e humano de Ang Lee. Obrigatório para entender o cinema dos anos 2000, importante para entender que Ledger tinha muito mais talento dentro de sua cabeça do que beleza em seu rosto.

Amanhã posto os dez mais!

Por Rodrigo Castro

 

Publicado originalmente em A Sétima e Todas as Artes

Clássicos da literatura ganham versão resumida em HQ

Ler os clássicos da literatura requer tempo e dedicação. Caso você não tenha nenhum desses requisitos, mas tem curiosidade de saber que histórias são contadas nestes livros, a HQ 90 livros clássicos para apressadinhos é a alternativa para você.

O livro resume em apenas 3 quadrinhos histórias extensas de clássicos como Ulisses, de James Joyce,  Em busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust e, é claro que não podia faltar, O senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien.

Ainda fazem parte do resumo as  leituras obrigatórias (e não somente no resumo) de O processo, O apanhador no campo de Centeio, Admirável Mundo Novo e o Lobo da Estepe. Os livros podem ter sido resumidos, mas o bom humor foi acrescentado nesta parceria ente o quadrinista sueco  Henrik Lange e com texto de  Thomas Wengelewski.  90 livros clássicos para apressadinhos foi lançado no Brasil pela editora Galera Record. Corra para ler, porque neste caso a pressa é amiga da diversão.

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