2011. Esse ano, eu vou…

Última semana do ano aí e todo mundo começa a pensar nas promessas e resoluções para 2011. Mas,  se você  é um daqueles que não consegue bolar uma lista maior do que 1-emagrecer; 2-arranjar um namorado(a); pode contar com uma ajudinha do New’s Year Resolution Generator. O site, criação da designer americana Molina Velarde, tem ideias superlegais de metas  para 2011. Vale o clique(in english)!

Soda Billy lança CD novo

Depois de quase seis anos de espera, o público em geral poderá conferir o primeiro cd da banda Soda Billy. O lançamento do disco será nesta quinta-feira, 16/12, às 19h30 na Saraiva MegaStore com um pocket show com a banda, seguido de autógrafos. São 14 músicas próprias em vários estilos oriundos do blues e do rock´ n´roll que ilustram a identidade musical do grupo.

Letras em inglês e português, além de faixas instrumentais, levam ao ouvinte a conhecer aquilo que a banda vem lapidando ao longo desse tempo nas noites manauaras. Destaques para as faixas jazz e blues, tais como: “Bye, bye baby” e “Bistrô Blues” e as mais rocks como “Vou Pegar Aline” e “Go to the boogie A meta da banda é abrir portas com esse material de modo a obter uma merecida visibilidade da produção artístico-musical de Manaus em relação às demais regiões do país, assim como países vizinhos.

“Foi um trabalho árduo a materialização deste cd, mas contou com o apoio de amigos e empresários que admiram e acreditam em nosso potencial, isto somado ao nosso empenho musical e aos talentos individuais de cada um, gerou, sem duvida, um conteúdo de qualidade que deve agradar várias gerações de ouvintes”, afirma Matheus Gondim, vocalista e líder da Soda Billy.

Release e mais informações com Matheus Gondim matheus.gondim@gmail.com 8811 5761 e Aline 9223 1150

Pocket Show para lançamento do CD Soda Billy

Quando: quinta, 16 dezembro às 19h30

Onde: Saraiva MegaStore – Manauara Shopping

Quanto: grátis

Official 80 toca na Usina Chaminé

Desde que retomou  suas atividades,  o Centro Cultural Usina Chaminé tem dedicado um espaço fixo para o rock.  O especial Rock Amazonas traz dessa vez a banda Official 80 para tocar no espaço Álvaro Braga. A banda tem um repertório formado por por bandas nacionais e internacionais como Cazuza/Barão Veremelho, Legião Urbana, Ultraje a Rigor, IRA, Titãs, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Jota Quest, Cidade Negra, Skank, Beatles, Rolling Stones, Creedance, Cry Before Dawn, O Rappa, U2, Pearl Jam, The Cure, The Smiths e Susana . Só pra você não esquecer: é de graça!

Especial Rock Amazonas com a banda Official 80

Quando: domingo, 12 de dezembro às 19h

Onde: Centro Cultural Usina Chaminé, localizado na rua Lourenço da Silva Braga (Manaus Moderna) Centro

Quanto: grátis

Os 20 melhores filmes da década 00 – 2000 a 2009- Por Rod Castro

Agora os dez mais desta última década!

10 – Vermelho Como o Céu (2006)

Explicar o cinema é algo que a própria mídia tenta há anos. No cinema italiano essa possibilidade é um pouco mais freqüente do que nos demais cinemas mundiais. A diferença passa pela emoção, como o clássico “Cinema Paradiso” já o fez.

Em “Vermelho como o Céu” não é diferente. Uma das maiores homenagens ao som do cinema: garotos cegos de uma escola repressiva acabam se realizando através da experiência que somente o cinema pode dispensar.

Uma homenagem a inocência, a irmandade, as verdadeiras amizades e no querer fazer diferente. Prepare o lenço e não tenha vergonha, afinal, cinema é emoção.

09 – O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003)

Em 2002 “Matrix Reloaded” e “Matrix Revolutions” chegou aos cinemas com crédito e fãs de sobra. O último filme decepcionou, frustrou milhões de fãs que acreditavam poder assistir algo tão poderoso quanto foi a trilogia de “O Poderoso Chefão”.

Esta possibilidade ficou para o ano seguinte, quando Peter Jackson levou para os cinemas a sua versão da última parte de sua trilogia baseada na obra de J.R.tolkien. A plateia vibrava, os atores se divertiam e por mais de dois anos o mundo virou refém das estréias de final de ano, mas sem Frodo e seus companheiros de aventura da Terra Média. Feliz final cinematográfico para uma obra que tantas vezes foi chamada de impossível de ser adaptada para o cinema.

08 – O Grande Truque (2006)

“Amnésia”. “Insônia”, “Batman Beggins”. Uma adaptação de um conto. Outra de um filme sueco. E uma readaptação de um mito para os anos 2000. Nolan precisava de algo seu, mesmo que contasse com a ajuda do irmão/parceiro nas obras anteriores.

“O Grande Truque” é um desafio, tanto para o diretor quanto para os espectadores. São tantas nuances, tantos aspectos e possibilidades que é impossível assistir ao filme mais uma vez e não perceber algo novo.Traz a mente a mesma sensação de quando você assisti ao mesmo espetáculo de um mágico e vê o truque da noite de uma forma diferente, mas ainda espetacular como na primeira vez.

07 – O Lutador (2008)

Darren Aronofsky consegue vender mentira como realidade.

Ele traz algo de verdade em suas obras que faz com que as pessoas se sintam dentro da história contada, como se fosse um personagem e não um mero observador. Não é somente a técnica usada para fotografar seus filmes, tem isso, mas é muito mais.

É a vontade de contar algo único, de forma tocante, com personagens reais em histórias comuns, mas que se tornam impactantes pelo jeito com que ele narra imageticamente. Não há exageros em o “Lutador” um grande contraste com o personagem escolhido, um lutador de luta livre – que sempre ensaiam suas lutas.

Não há como deixar passar uma atuação como a de Rourke no papel de Randy. Não há como conter as lágrimas ao final do filme. Afinal, até os brutos choram.

06 – O Jardineiro Fiel (2005)

“X-Men 3”, a nova franquia de “James Bond” e mais um filme de imenso orçamento.

Três projetos oferecidos ao mesmo diretor, no caso, Fernando Meirelles. E o que ele faz? Escolhe a adaptação de um consagrado livro de um dos autores mais difíceis de lidar no mundo: “O Jardineiro Fiel, de John le Carrè”.

Denso, fiel ao argumento original, dono de atuações poderosas e repleto de viradas calculadamente realizadas. Não é a toa que Meirelles escolheu o projeto, as possibilidades oferecidas ao diretor e ao público eram irrecusáveis.

Mesmo depois de 05 anos, rever “O Jardineiro Fiel” é sofrer o seu duro impacto, mesmo com uma cena tão bonita como a dos meninos que correm atrás da câmera. Reflexivo e emocionante.

05 – Bastardos Inglórios (2009)

O único filme de Quentin presente na lista. Mas acredite: “Kill Bill Vol. II” por muito pouco não teve seu espaço aqui. A recompensa vem em forma de insanidade, já cometida nos dois volumes de kung-fu do queixada.

Ganha forma com personagens históricos retratados de forma exagerada em um roteiro peculiarmente realizado com total originalidade. Só faltava um personagem Tarantinesco falastrão e visivelmente perigoso, ele tem nome e se tornou uma lenda no cinema moderno, mais que Gollum, mais que o Agente Smith: Hans Landa, o caçador de judeus.

Como o diretor mesmo fala, através de seu personagem principal, em seu take-assinatura: está deve ser sua obra-prima.

04 – Os Filhos da Esperança (2006)

Depois de dois filmes nos EUA, o mexicano Alfonso Cuarón largou a América e voltou para sua terra. Ali rodou o excelente “E Sua Mãe Também”, concorreu a dois Oscars – roteiro e filme estrangeiro – e em seguida retornou triunfante ao mercado que o subestimou, com o terceiro capítulo da série Harry Potter – inebriando o universo infantil e colorido do pequeno mágico, em “O Prisioneiro de Azhaban”.

Pronto, ele podia fazer o que quisesse, até realizar uma obra dita inadaptável, a ficção cientifica apocalíptica, “Filhos da Esperança”. Na história, por alguma razão as mulheres não conseguem mais engravidar – será? – e o último ser humano mais novo do mundo acaba de ser assassinado.

A história começa daí, passa por três espetaculares planos-sequência e chega a um final emocionante e memorável. Talvez o filme mais subestimado da década, mas isso o dignifica para se tornar o que já é: cult.

03 – Cidade de Deus (2002)

Um japonês (“Os Sete Samurais”). Um italiano, com produção americana (“Três Homens em Conflito”). Um brasileiro, “Cidade De Deus”. Estes são os únicos “estrangeiros” presentes na lista dos 250 melhores filmes de todos os tempos segundo o IMDB – lista feita por avaliação do público na internet.

Se formos levar em consideração somente os filmes dos anos 2000, apenas “A Origem”, “O Cavaleiro das Trevas” e “O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei” fazem companhia ao filme de Meirelles. Em tempo em que o Rio de Janeiro finalmente combate o tráfico e vence nada como entender como a história de como tudo começou.

Modernamente clássico, ou você tem dúvidas de que uma frase como “Dadinho é o caralho, meu nome agora é Zé Pequeno, porra.” não tem a mesma expressão para a história do cinema que “Rosebud”?

02 – Batman, O Cavaleiro das Trevas (2008)

Este filme nada mais é do que uma experiência de Nolan. Ele misturou o novo com o classic e deu dois passos adiante, construindo um novo clássico do cinema, não só moderno, mas histórico.

Veja o elenco: Christian Bale, Gary Oldman, Heath Ledger, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhall e Michael Kane. Veja a montagem: construção elementar de um personagem perigoso que tem sua presença marcada por um som em construção (“Psicose?”).

Note o momento da virada brutal e confrontadora entre os dois personagens principais do filme, com direito a comparações ideológicas e possíveis traições de contexto (“O Poderoso Chefão 2”?) e antes do fim: perceba que um filme dramático fabuloso foi embalado como blockbuster serial para consumo regado a pipoca e refrigerante. Como se Nolan perguntasse aos críticos: “Porque tão sério?”.

01 – Sangue Negro (2009)

Se Nolan, agora a pouco, orquestrou a modernização do estilo trabalhado por Coppola em “Batman, O Cavaleiro das Trevas”, Paul Thomas Anderson mexeu em um vespeiro maior: “Cidadão Kane” de Orson Welles.

Sei que comparações estragam conceitos, mas é impossível ver a figura excêntrica de Daniel Plainview, o imperador do petróleo e não fazer nos lembrar de Foster Kane, o imperador da mídia.

A diferença passa pela condução magistral de Anderson, assim como pela atuação de seu ator principal, que era muito melhor que Welles, muito melhor mesmo: Daniel Day-Lewis em seu papel derradeiro e mais marcante do cinema – e olha que estamos falando de um ator que fez Christy Brown de “Meu Pé Esquerdo” e Bill O Açougueiro de “Gangues de Nova Iorque”.

Denso como petróleo e com a atuação mais inflamável dos anos 2000. O filme que não pode deixar de ser visto durante os próximos dez anos.

Por Rodrigo Castro

 

Publicado originalmente em A Sétima e Todas as Artes

Os 20 melhores filmes da década 00 – 2000 a 2009- Por Rod Castro

Dia desses, via Orkut, um grande conhecedor de cinema, meu velho amigo João – na opinião do escrevinhador aqui, o melhor vendedor de filmes de Manaus – provocou-me com a seguinte pergunta: e os melhores filmes dessa década zero-zero? Eu tinha que responder. Que trabalheira isso me deu, viu João? Mas valeu a pena para notar que os anos 2000 foram muito melhores do que algumas pessoas dizem não terem sido. Ficaram praticamente 35 filmes de fora da lista dos 20 melhores. Você leu? 35 bons filmes ficaram de fora. E isso só ocorreu porque as animações – em 2D ou 3D – ganharam uma lista a parte: “As Dez Melhores Animações dos anos 2000”, este post dá pra achar aqui no histórico do A Sétima.

Mas vamos ao que interessa, lembrando que os filmes que postei este ano, mas que eu deveria ter visto no ano passado, vão estar presente na próxima lista, na próxima década. Então nada de choramingar, ok?

20 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)

Romantismo. Arte. Uma personagem que remete a infância de quase todos os criativos. Um diretor destruído pela mídia após um fracasso. Este enredo é o que sublima tudo por trás do melhor filme francês dos anos 2000 – muitos vão lembrar também de “Cachè”, mas prefiro o amor que a crueza.

Amélie ficou no subconsciente de milhões de mulheres espalhadas pelo globo, assim como a dezena de personagens que a cercam. Filme para se ver juntos ou até mesmo sozinho, mas bem acompanhado.

19 – O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004)

Se ao final dos anos 2000 Charlie Kaufman havia deixado sua marca na indústria do entretenimento com um filme pensante (“Quero Ser John Malkovich”), os anos seguintes foram à confirmação de sua presença como autor dos roteiros mais originais do novo milênio.

Em menos de 05 anos ele produziu mais 04 roteiros interessantes. Sendo que o mais dinâmico, inspirador e porque não, o melhor deles, ganhou a companhia de um diretor simples (Michel Gondry) inteligente e que comandou atuações magistrais (Jim Carrey e Kate Winslet). “O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” é inclassificável como todos os filmes de Kaufman, mas ganha, com o passar dos anos, o ar de obra-prima.

18 – Boa Noite e Boa Sorte (2005)

Este pode ser o filme mais injustiçado da última década. Mas penso que George Clooney e todos os envolvidos já imaginavam isso. Seria impossível realizar um filme tão sério, com uma verve política tão forte e agradar a todos.

É o filme certo na hora certa – fazia pouco tempo que Michael Moore havia realizado um filme denúncia contra o sistema de informações falsas do Governo Bush – tem direção firme do naquela época não levado a sério Clooney (que também participou do roteiro) e tem em seu protagonista – uma excelente atuação de David Strathairn – a imagem do que é ser um verdadeiro jornalista. Merece ser redescoberto por muitos que não o viram.

17 – Corpo Fechado (2000)

M. Night Shyamalan um dia foi descrito por este redator como o novo Steven Spielberg dos anos 2000. Não foi a toa: seu primeiro filme de mistério (“O Sexto Sentido”) arrebentou com a bilheteria e levou a crítica a reverenciá-lo – assim como aconteceu com Spielberg em “Tubarão”.

Em seu segundo filme de destaque – Shyamalan fez outro filme menor ainda nos anos 90, além de “Sexto Sentido” – o diretor dá a sua fórmula de como fazer um filme de super-heróis: cria um enredo de mistério ao contar a vida do único sobrevivente de um desastre de trem; mostra como ele começa a se dar conta de que é alguém especial; cria dois personagens magníficos – o “sidekick” perfeito: o filho do herói, e o vilão mais que perfeito: o amigo adverso; transforma a cena de heroísmo em um sofrimento real; e faz de suas últimas cenas as mais criativas de toda a sua carreira, apesar das mesmas lembrarem o fim de seu primeiro grande sucesso. Se Shyamalan tivesse continuado assim, hoje seria o rei do cinema moderno.

16 – Homem Aranha 2 (2004)

Sam Raimi acertou em quase tudo no seu primeiro filme de super-herói: criou um personagem clássico, colocou em seu caminho um romance impossível e fez triunfá-lo no final. Mas espere, não estou falando de “Homem Aranha”, não, estou falando de “Darkman”. No primeiro filme do teioso ele na verdade fez um esboço do que poderia fazer, caso o público e o estúdio realmente lhe desse toda a liberdade para trabalhar.

Em “Homem Aranha 2” Raimi ultrapassa todas as expectativas e tece uma teia perfeita para prender todo e qualquer admirador de filmes de ação, ou fãs de quadrinhos: realizou uma das melhores cenas de suspense do cinema de aventura (o “nascimento” do DR. Octopus), transforma seu Peter Parker em um cara “cool” e deu vida a uma das melhores cenas de vilão contra herói de todos os tempos (a já famosa briga do metrô). Uma pena que ele errou a mão na terceira parte, mas com o Venom, o que se poderia esperar?

15 – 21 gramas (2003)

“Amores Brutos” de Iñarritú foi um choque para os cinéfilos e toda crítica: a modernidade aplicada a sua edição, a crueza com que os mais diversos seres humanos foram retratados, os temas atuais abordados sem distorção e um dos acidentes de carro mais poderosos da história do cinema moderno – assim como aquele que ocorre em “Adaptação” – foram alguns dos elementos que fizeram deste filme um marco nos anos 2000.

Pulo no tempo. O diretor mexicano entra na maior indústria de cinema. Em vez de se deixar levar pelas fórmulas de se contar um novo drama, impõe o seu jeito de contar a vida de: um homem prestes a morrer – uma das melhores atuações da carreira de Sean Penn – uma viúva que não sabe como reparar as suas perdas – Naomi Watts em sua melhor interpretação – e um preso arrependido que terá sua fé em xeque – a melhor atuação de Benício Del Toro.

É assim, com retalhos soltos, que são costurados pelo público, como se fosse um desafio emocional a ser travado com total atenção, que Iñarritu realizou a sua primeira-obra prima. O desafio dessa próxima década para o mexicano: realizar outro filme tão poderoso como este sem a parceria do seu roteirista Guillermo Arriaga.

14 – Réquiem por um Sonho (2000)

Reflexão. Está é a primeira reação de todo e qualquer espectador que se deparou a primeira vez com este filme. Segundos, talvez até minutos de silêncio sejam naturais após um dos finais mais chocantes dos anos 2000.

O poder de Réquiem está espalhado por tantos fatores que fica difícil de retratar somente um: o som é feito na medida, a edição é frenética no momento certo e lenta em momentos capitais, as atuações são perfeitas – aqui fica a lembrança de uma das maiores injustiças cometidas nos Oscars dos anos 2000: Ellen Burstyn mais que merecia este prêmio – e a história tem tantas camadas que é natural assistir novamente ao filme e notar algo novo.

Este foi o primeiro passo de Aronofsky rumo a sua obra-prima, que está mais a frente nesta lista. Ah, não dê bola para milhares de pessoas que falam que “Réquiem” é um filme deprimente e que não deve ser assistido várias vezes.

13 – Donnie Darko (2001)

Se os anos 90 possuem um personagem emblemático, ele se chama Tyler Durden. E nos anos 2000? Fácil resposta: Donnie. Um garoto que acorda em lugares inesperados, veste-se como uma caveira no dia do Halloween, viu uma turbina de avião cair sobre o seu quarto – apesar de nunca terem achado o avião – e misteriosamente costuma ver um coelho horrível em vários lugares.

Há tantos modos de se ver a trama de Donnie Darko que você ficaria abismado em notar como há sites e mais sites dedicados a mitologia, com teorias que deixariam os fãs de Lost perdidinhos. Se há um filme que deve ser visto dentre todos esses aqui listados pela experiência que pode propiciar, este é Donnie Darko.

12 – Deixa Ela Entrar (2009)

Na década de 80, tivemos a sensualidade e a desilusão do mito em “Fome de Viver”. Na de 90, a glorificação do clássico com “Drácula de Bram Stoker”. Nos anos 2000 nada de Crepúsculo. A verdadeira mitificação do eterno chupador de sangue veio de forma delicada e aterradora com o sueco “Deixa Ela Entrar”.

Como Hitchcock tantas vezes afirmou: a simplicidade assusta. E quando ela ganha contornos delicados como o rosto de crianças, se eterniza, assim como a lenda. Filme de orçamento mínimo e que não teve o devido reconhecimento nas mais importantes premiações, mas não é assim que se constroem os mitos?

11 – O Segredo de Brokeback Mountain (2005)

Depois de “O Tigre e o Dragão”. Depois de “Donnie Darko”. Um pouco antes de “O Cavaleiro das Trevas”. É com essa pencha, hoje, que “O Segredo de Brokeback Mountain” é lembrado.

Mas antes do filme ganhar as telas, ficou conhecido por “chocar” seus espectadores. Talvez este seja o filme mais corajoso dos anos 2000, também um dos mais delicados e com certeza seja o que encarou uma história de amor impossível, mas moderna. Não só pela sua temática, mas pelas atuações, excelente trilha e fotografia.

Mas tudo isso ocorre pelo comando firme, sem exageros e humano de Ang Lee. Obrigatório para entender o cinema dos anos 2000, importante para entender que Ledger tinha muito mais talento dentro de sua cabeça do que beleza em seu rosto.

Amanhã posto os dez mais!

Por Rodrigo Castro

 

Publicado originalmente em A Sétima e Todas as Artes

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