Agende: Noite Fora do Eixo com Emicida

A segunda edição da Noite Fora do Eixo 2011 acontece no sábado dia 6 de agosto, e traz como atração principal o rapper Emicida, se apresentando no República Oficial. O projeto Noite Fora do Eixo visa a circulação de artistas do circuito independente do País, em sua última edição o projeto trouxe a banda cuiabana Macaco Bong.
 Um dos rappers de maior destaque da cena brasileira da atualidade, Emicida acaba de chegar da sua turnê dos Estados Unidos onde se apresentou em um dos maiores festivais do mundo o Festival Coachella que acontece anualmente no deserto da California. Agora em agosto Emicida fará uma circulação inédita em três capitais do Norte, fazendo três shows, em três dias.
O primeiro desembarque será na cidade de Palmas, capital do Tocantins, no Festival PMW, em seguida Manaus recebe o músico na Noite Fora do Eixo, dia 6 de agosto, de onde Emicida segue para Porto Velho para o Festival Casarão em Porto Velho. A Noite Fora do Eixo Manaus é uma realização do Coletivo Difusão e Neotrends, e contará ainda com o som da banda Johnny Jack Mesclado (AM), da Ritmo e Poesia (AM) e DJ Low (GO).
Noite Fora do Eixo com o rapper Emicida
Quando:06 de agosto, a partir das 22h
Onde: República oficial – República Oficial – Rua Maceió, esquina com rua Salvador, no Posto BR
Quanto:  Ingressos: R$ 20,00 (M), R$ 30,00 (H) e R$ 40,00 (Casal) 

SketchCrawl no Largo São Sebastião

No sábado, 23 de julho, aconteceu a quinta edição do SketchCrawl em Manaus. Cerca de  3o pessoas participaram do evento e além de desenhar, aproveitaram para fazer novas amizades. Confira o vídeo:

Banda Caffeína revive os sucessos do grunge

No início da década de 90, o rock viveu um movimento que foi considerado por muitos a sua salvação. A cidade norte americana de Seattle era a responsável por abrigar bandas que deram o tom necessário para resgatar um cenário musical saturado pelo metal farofa oitentista de bandas como Poison e Twisted Sister.

Alice In Chains, uma das mais importantes bandas grunge

Alice in Chains, Soundgarden, Pearl Jam, Screaming Trees e Nirvana eram os representantes do chamado  movimento grunge, influenciado pelo heavy metal, punk rock e indie rock. Mesmo não tendo durado muito tempo, o grunge ainda mantém sobreviventes que nos últimos anos lançaram bons discos como o Alice in Chains e Stone Temple Pilotos.  E é  pra relembrar essa boa música dos começo dos anos 90 que a banda Caffeína toca nesta segunda-feira  no espaço cultural Thiago de Mello, na Saraiva Megastore.

A Caffeína é formada por Rod Castro (vocal), Hudson Caparro (baixo) Elton Donald (guitarra) e Guto Nunes (guitarra e backing vocals) e  Júnior (bateria). Em seu repertório, a Caffeína tocará as já citadas bandas grunges e acrescenta ainda músicas das meninas do L7 e Hole, Smashing Pumpkins, Faith no More, Deftones e Silverchair. Nada como uma boa dose de Caffeína para começar a segunda-feira.

Banda Caffeína

Quando: 25 de julho às 19h30

Onde: Espaço Cultural Thiago de Mello, localizado na Saraiva Megastore (Manauara Shopping)

Quanto: gratuito

Festival Até o Tucupi abre inscrições para bandas

Começam hoje as inscrições para bandas que desejam participar da quinta edição do Até o Tucupi – Festival de Artes Integradas do Coletivo Difusão. Os interessados terão até o dia 20 de agosto para fazer a inscrição no portal Toque no Brasil.  As bandas precisam apenas criar um perfil  e, em seguida, fazer sua inscrição na página do festival: http://festivalateotucupi.tnb.art.br/.

Neste ano o festival irá disponibilizar 16 vagas para bandas. Assim como na edição de 2010 não há restrição ao estilo das bandas para se inscreverem no evento, basta que estas tenham músicas autorais. E para  promover a maior diversidade de bandas no festival, os grupos que se apresentaram em 2010 não irão participar do evento deste ano. A seleção das bandas será feita por uma curadoria composta por jornalistas, produtores culturais e músicos.

Esse ano o festival acontece em outubro e é realizado em parceria com o Sebrae Amazonas e com a Prefeitura de Manaus por meio do projeto Patrulha Voluntária Jovem.  Além das atrações musicais o Até o tucupi contará com uma semana de atividades de artes integradas em Manaus, além de uma programação voltada para capacitação e valorização dos agentes culturais da cidade. As atividades deverão ser realizadas em todas as zonas da cidade, e também na zona rural.

Curta o curta: Ponto de Vista, Armando

A parceria entre o Coletivo Garapa e Curta em Circuito fez surgir o projeto Ponto de Vista que percorre várias cidades da região Norte promovendo oficinas sobre produção audiovisual e coletando belas histórias, como a do dono de bar mais famoso de Manaus. Confira!

Agende: 5º SketchCrawl Manaus

O SketchCrawl está de volta! E para celebrar 1 ano do evento em Manaus, o encontro de desenhistas volta ao lugar da primeira reunião: o largo de São Sebastião, no centro da cidade. Para participar é muito simples; basta levar seu papel, lápis, deixar a vergonha de lado e rabiscar à vontade, pois o evento é aberto para todos que gostam de desenhar.

Se interessou e quer saber mais sobre o encontro? Acompanhe as discussões do SketchCrawl Manaus no blog e no grupo do Facebook. Aproveita e confirma presença na página do evento!

5º SketchCrawl Manaus

Quando: 23 de julho, a partir das 16h

Onde: Largo São Sebastião

Quanto: grátis

Começa hoje: SEDA, Semana do Audiovisual

Mulheres nos Quadrinhos: Shoujo Mangá

O segundo dia do Manaus Comic Con teve a participação da pesquisadora e historiadora Valéria Fernandes, que abordou em palestra o tema “Shoujo mangá, os quadrinhos femininos japoneses”. Você já ouviu falar de shoujo?

Com certeza, para os mais aficionados pelo gênero, talvez o termo shoujo seja familiar e mesmo aqueles que não conhecem já devem ter acompanhado séries, como: Sailor Moon, Sakura Card Captor, Candy Candy, entre muitas outras.

A palavra Shoujo quer dizer moça ou menina em japonês, pode-se entender que a definição de shoujo mangá consiste em quadrinhos escritos para o público feminino. Esse gênero possibilitou a produção de quadrinhos feitos por meninas: as quadrinistas não precisavam mais algemar suas referências e inspirações a autores homens e as editoras passaram a perceber que existia um público feminino em potencial, o qual havia subestimado ou mesmo nunca tinham pensado.

Serena, a protagonista de Sailor Moon

Serena, a protagonista de Sailor Moon

No Brasil, a conquista de mais espaço para as mulheres no universo da HQ caminha em passos lentos, explica a pesquisadora: “A turma da Mônica Jovem e o quadrinho da Luluzinha focam num público de leitoras consumidoras. Há materiais produzidos por mulheres no ocidente, mas geralmente são poucos, de qualquer maneira não tem uma indústria focada nas leitoras de quadrinhos, também não há um número considerável de mulheres quadrinistas no ocidente”.

No ocidente, a difusão do shoujo começa com o anime Sailor Moon, que fez muito sucesso no Brasil. A série recria o conceito da garota mágica, misturando ficção, romance e comédia ao narrar as aventuras de um grupo de meninas guerreiras. Aliás, a Sailor Moon ano que vem completa vinte anos e os fãs esperam ansiosos pelo lançamento do mangá aqui no Brasil.

Texto por  Ítala Lima e Dayana Daide

Manaus Comic Con: O cinema, o shoujo mangá, os pontos positivos e negativos

O último dia do Manaus ComiCon teve as palestras sobre mangá shoujo e adaptações cinematográficas de quadrinhos, além de música ao vivo, área de videogames e jogos de tabuleiros, oficina de desenho e exposição de quadrinhos.

Palestra Shoujo Mangá

O primeiro palestrante do dia foi a professora de história e fã de mangá shoujo Valéria Fernandes. Engajada na área acadêmica em pesquisas sobre representações do feminino e gênero, Fernandes se interessa por shoujo desde 1999. Em sua palestra ela falou sobre as origens desse mangá feito por e para mulheres e sua chegada no ocidente, em especial no Brasil, onde o público feminino tradicionalmente não consome quadrinhos.

Para Fernandes o mercado de shoujo passa por um bom momento, mesmo que ainda falte diversidade nas temáticas do que se publica e ainda haja uma resistência a esse tipo de mangá. “Acho que o que atrai mesmo as pessoas para o mangá é a humanidade das personagens e a forma como isso é abordado por autores e autoras. Podem não ser iguais a você, mas são profundamente humanos e falhos como você”, explicou.

Logo em seguida o escritor e tradutor Alexandre Callari falou sobre os quadrinhos no cinema. A palestra começou pelas adaptações da década de 30, como Flash Gordon. “Já houveram ao menos três momentos distintos de boom de adaptação de quadrinhos para o cinema. O primeiro na década de 30, na década de 70 e o outro agora”, afirmou.

Para Callari os produtores de hoje estão no caminho certo: “Se lembrarmos dos filmes das décadas anteriores, raramente algum se salvava. Os filmes atuais estão mais fiéis. Mas não podemos nos esquecer que são adaptações. Um filme é uma coisa e a obra original é outra”, esclareceu.

As palestras agradaram às pessoas presentes, como a promotora de eventos Sílvia Soares, que elogiou a palestra sobre mangá shoujo e a organização da Manaus ComicCon. “A organização foi cuidadosa ao preparar tudo para o público-alvo especifico que é quem gosta de quadrinhos. O ponto negativo é que eu achei que o público compareceu pouco, eu não sei o que faltou. A quadra, por exemplo, está com um sistema de som ótimo, mas tem pouca gente”, ponderou.

Área de jogos eletrônicos

Para o estudante universitário Anderson Rocha, o público reduzido foi um ponto positivo. “Achei legal que as pessoas que vieram realmente gostavam e entendiam as atrações do evento. O ponto negativo foi que eu estava esperando encontrar mais quadrinhos à venda e não teve muito. Eu vim com a ideia de comprar, mas não achei o que queria”, avaliou.

Para o organizador da Manaus ComicCon, o empresário Evaldo Vasconcelos, o evento alcançou seus objetivos de atender aos fãs de quadrinhos. “O evento foi organizado e focado apenas em histórias em quadrinhos e não com anime ou mangá, que já tem um público cativo. Dentro dessa proposta tivemos oficinas, palestras nacionais e de quem já produz quadrinhos aqui em Manaus. Nesse ponto ficamos muito satisfeitos com o resultado”, declarou.

“O público ficou abaixo do desejado e compareceu pouco, mas o evento se pagou e a experiência foi boa. Faltou um pouco mais de divulgação e de patrocínio, são problemas que vamos solucionar no evento do ano que vem”, afirmou. Vasconcelos declarou também que ainda esse ano vai promover um evento grande sobre animação. Você poderá encontrar mais notícias a respeito, em breve, aqui no Maodita.

Manaus Comic Con: Quadrinhos no Cinema

Cinema nada mais é do que quadrinhos em sequência. Foi com essa analogia que o escritor Alexandre Callari deu o pontapé na palestra “Super-Heróis no Cinema: a história deste subgênero desde a década de 30, culminando nas produções atuais”, realizada no último dia (10) do Manaus Comic Con. Como não poderia deixar de ser, Callari iniciou o discurso contando um pouco sobre a história dos quadrinhos desde a chamada “década de ouro”, marcada pelo surgimento do Super Homem e Batman, até a atual safra hollywoodiana que encontrou nos quadrinhos a sua nova fonte de ouro.

Mesmo pequeno, o público interagiu com o editor do site Pipoca e Nanquim

Mas engana-se quem pensa que só o cinema atual se alimenta da arte sequencial.  Na palestra o autor do récem-lançado livro Quadrinhos no Cinema destacou o filme Flash Gordon, de 1936, como uma das primeiras produções  inspiradas nas histórias em quadrinhos. Ainda na lista de filmes bons e antigos, Alexandre definiu como “irretocável” o primeiro filme do Superman, que trazia em seu elenco o então novato Christopher Reeves no papel principal e atores reconhecidos do público como Marlon Bando em papéis secundários.

Outro ponto que Alexandre considera importante para que uma adaptação seja bem sucedida nas telonas é que seja dirigida por um grande nome: “Bons filmes tem em comum bons diretores” afirma. Mesmo com Michael Keaton vivendo o homem morcego, o Batman de Tim Burton é, segundo Callari, o filme que colocou as adaptações de quadrinhos de volta ao caminho certo, já que vinham de fiascos como as sequências do já citado Superman e Conan.

Para o escritor, um dos problemas que as produções recentes apresentam é a tentativa de explicar a  origem dos super heróis, como mostra o quicante vídeo abaixo:

Callari acredita que essa fase de adaptações deve durar por um bom tempo, pois há uma série de filmes baseados em quadrinhos que estão em fase de produção como por exemplo Os Vingadores e a tão esperada sequência de Batman, dirigido por Christopher Nolan, que segundo Alexandre dirigiu a melhor adaptação já feita dos quadrinhos para o cinema: Cavaleiro das Trevas. A gente concorda.

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